Uno e OGOCHI iniciam programa de formação em análise de dados
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Capacitação reúne 25 profissionais e integra iniciativa construída a partir do Projeto Colmeia
A busca por profissionais capazes de transformar dados em informações estratégicas para a tomada de decisão está no centro do Programa Corporativo de Formação de Analistas, iniciado em setembro pela Unochapecó em parceria com a OGOCHI. A formação reúne 25 participantes e segue até novembro, em uma programação de 104 horas, distribuídas em dez módulos, com atividades presenciais e on-line.
A iniciativa é resultado de uma aproximação construída a partir do Projeto Colmeia, programa coordenado pela professora Cristiani Fontanela, que promove a conexão entre a universidade, empresas e diferentes atores do ecossistema de inovação. A parceria com a OGOCHI ganhou força durante as atividades do programa, incluindo workshops e o encontro de aproximação com os Embaixadores da Inovação, realizado em dezembro do ano passado.
Na ocasião, a empresa compartilhou a necessidade de capacitação de sua equipe. A partir dessas demandas, o Núcleo de Inovação e Transferência Tecnológica (NITT) buscou compreender as necessidades da organização e identificar possibilidades de colaboração com a universidade.
“Foi a partir dessa aproximação que conseguimos identificar duas frentes de atuação. Uma delas está relacionada à formação dos profissionais, atendendo a uma demanda concreta apresentada pela empresa”, explica Cristiani.
A partir da demanda de capacitação, o professor Sady Mazzioni realizou a aproximação com a empresa e, posteriormente, o Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis e Administração (PPGCCA), em conjunto com o setor de Prestação de Serviços, estruturou a formação.
Conhecimento aplicado à realidade empresarial
Coordenador do programa, o professor Sady Mazzioni destaca que a proposta foi construída para aliar conhecimento acadêmico e necessidades concretas do ambiente empresarial.
“A aproximação entre universidade e setor produtivo é essencial para transformar conhecimento em desenvolvimento”, afirma.
Ao longo dos dez módulos, os participantes desenvolvem competências relacionadas à estruturação de problemas, interpretação de dados, raciocínio estatístico e lógico, métodos de pesquisa, manipulação e análise de dados quantitativos e qualitativos, além do uso de ferramentas analíticas. A formação também trabalha competências de negócio, como visão estratégica e sistêmica, análise de indicadores e tomada de decisão.
Um dos diferenciais da proposta, segundo Mazzioni, é justamente a aplicação dos conhecimentos em problemas reais da organização, aproximando os conteúdos trabalhados da rotina profissional.
“O programa integra fundamentos conceituais, métodos de pesquisa, análise quantitativa e qualitativa, ferramentas tecnológicas, comunicação de resultados e tomada de decisão baseada em evidências”, explica.
Para a OGOCHI, a formação representa também um investimento estratégico no desenvolvimento dos colaboradores. A empresa destaca que a iniciativa busca fortalecer uma cultura orientada por dados, preparando profissionais para interpretar indicadores, identificar tendências, formular hipóteses e gerar insights que contribuam para o negócio.
“A parceria com a Unochapecó agrega valor ao programa ao aproximar a realidade prática do ambiente corporativo da experiência e do conhecimento acadêmico”, destaca a empresa.
A expectativa é que os participantes ampliem a autonomia para identificar problemas, propor melhorias e contribuir de maneira mais estratégica em suas áreas, além de fortalecer a integração entre diferentes setores.
Universidade e setor produtivo
A formação evidencia uma das possibilidades de atuação da universidade comunitária na relação com o setor produtivo: transformar demandas identificadas nas organizações em oportunidades de formação, pesquisa e inovação.
Para Mazzioni, iniciativas como essa fortalecem o papel da universidade como agente de desenvolvimento regional.
“É uma relação que beneficia a empresa, qualifica profissionais e amplia o impacto da universidade na sociedade”, ressalta.
No caso da OGOCHI, a expectativa é que o desenvolvimento das competências analíticas contribua para ganhos de eficiência, identificação de oportunidades de melhoria, redução de desperdícios e aprimoramento do acompanhamento dos resultados. Assim, a análise de dados passa a ser compreendida não apenas como uma competência técnica, mas como uma ferramenta para apoiar decisões e promover a melhoria contínua dos processos.
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